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Piratas? Piratas

Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades...


Cantou o Cazuza. Há piratas por aí. Sim, sim. Piratas. Mas não estamos na era da internet? Há piratas. Da super-via, do cabo de fibra óptica, engenharia genética. E que importa isto aos corsários? Eles também reclamam seu lugar na modernidade e eu acho não apenas razoável como muito justo. Os piratas da costa da Somália estão deixando os navegadores daquela região de cabelo em pé. São dezenas de embarcações assaltas por esses entes que parecem mais presentes na ficção e na lenda do que na vida real.


Vejam que trecozinho interessante eu descobri nas minhas andanças pelas leituras por aí.


O EUA ganhou o hoje popular codinome de yankees porque também eles já praticavam a milenar arte da usurpação de propriedade, seja ela física ou imaterial. Yankees deriva da palavra holandesa “jankes” usada para se referir aos temidos forasteiros do mar na idade média, e como os norte-americanos, segundo diz o autor do livro “O Dilema do Pirata”, do inglês Matt Mason, faziam excessivo uso da roubalheira, os europeus assim os alcunharam.


Possivelmente os piratas africanos somalis desconhecem esse curioso detalhe histórico, todavia exercem com a mesma galhardia o ofício que tornou célebre muito gente má, exceção feita ao Jack Sparrow, dos Piratas do Caribe.


O detalhe é que aquele pirata clássico, o tapa-olho, o papagaio ombreado, a mão de gancho e a barba são tristes e folclóricas lembranças, hoje só possíveis no rótulo do run Montilla. O atual pirata usa o AK-47, o temido fuzil russo que funciona com areia nas engrenagens, com água no cano e não emperra nunca, quem dera o Windows tivesse a mesma boa vontade deste fuzil.


Os piratas modernos usam granadas e mísseis, porque só a profissão é obsoleta, o modo de intimidar carece de atualização. Hoje tem não sei quantos navios internacionais seqüestrados por esses insolentes piratas, parece uma brincadeira.


Mas chega de falar de pirata.


Olhem só, depois de um domingo fastidioso que começou mal e terminou bom é dureza começar a semana falando de malfeitores. Prometi a uma das assíduas leitoras que iria falar de coisas boas, de campos minados de rosas e símiles. Hoje não foi possível. Mais ou menos possível. É assim, toda vez que o texto fica assim, meia-boca, eu quero me livrar dele o quanto antes, as teclas ficam queimando, não vejo a hora de meter um ponto final. Não desistam de mim; já são quase duas da manhã e apesar de eu estar bem feliz, o cansaço impede maiores inspirações. Boníssima semana a todos.





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