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MST, USP: Deixa a Vida me Levar...





Dois brasis se desenrolam às nossas têmporas; um é o do regresso e o outro o da tentativa de barrar o regresso.



1.Ocupação da Usp.


2.Invasão da hidrelétrica.


3.Polêmica do Ministro com um cantor de pagode.




O episódio envolvendo o cantador e o Ministro da Saúde é emblemático. José Gomes Temporão, um dos nomes mais sóbrios do atual governo, tem como bandeira de sua gestão a proibição da venda de bebidas em beira de estrada e a coibição de propaganda de bebidas alcoólicas; já Pagodinho, garoto- propaganda de cervejas, crê injusta a cruzada da autoridade. A cerveja, com o poderosíssimo lobby que dispõe, fez a lei de proibição de anúncios de bebidas alcoólicas não alcançá-la, por ter menor teor alcoólico que cachaça e uísque.



Foi instituída a “Zeca-Feira”. Não bastando a sexta, o sábado, e vá lá, o domingo como dias oficias para a bebedeira, convocam-se os publicitários, pede-se anuência a Baco, e toma lá uma Zeca-Feira, para aliviar a tensão. Somos um país de saltimbancos. Neste picadeiro, apresentam-se os mais criativos prestidigitadores que o circo não consegue atrair, porque lá o salário é pouco. Esse Pagodinho, degustador do malte da miséria nacional, decerto não se importa que 35 mil pessoas morram no trânsito por ano, sendo que porcentagem considerável desse número são ocasionados por motoristas embriagados. Não estão computadas a facada anônima no botequim da Vila Isabel, os tiros e os sopapos desferidos com aditivo cervejeiro, mas Pagodinho precisa ganhar dinheiro. “Deixa o Zeca trabalhar, deixa o Zeca ganhar o dinheirinho dele”., disse ele, comoventemente.



Já os bem-nascidos da USP, que, advirto, não têm culpa por terem nascidos “bem-nascidos” neste picadeiro disfarçado de país em que as pessoas não nascem mas “aparecem”, protagonizaram cenas incivis para garantir que a instituição pública não preste contas a Sr. Ninguém. Cada alumni custa 40 mil reais por ano. A renda média dum uspiano é de R$ 72 mil reais/ano. Eu e você pagamos para que eles estudem, se preparem intelectualmente, e o que eles dão em troca é proibir a transparência fiscal e a ocupação ilegal de um patrimônio público.



Os indóceis do MST já são da casa. Podem invadir uma hidrelétrica e brincar de apertar botões que controlam milhões de wolts; são como o Homer Simpson que trabalha numa usina nuclear. A diferença é que Homer é um sujeito legal, sincero, engraçado, filosoficamente acessível e até humano. Já os nossos “simpsons” são uma raça crua, fruto da nossa aspereza sociológica e que vem da mesma árvore genealógica que deu frutos como Zeca Pagodinho e estudantes privilegiados, quero viver em Springfield, sob o alegre perigo de ser aniquilado por uma trapalhada do simpático Simpson amarelo. “Dooooohh!!”




Escrito por Alex Menezes às 19h35


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