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Guerra e Tempo

Não sei se vocês ainda têm estômago para acompanhar os noticiários; eu não tenho, conquanto não seja com o estômago que enxergamos as coisas, exceto as referentes à gula (mas aí é matéria para Lucano). Mas que chato! Coisas há que a gente não escapa.


A verdade é que um pedaço do seu mundo, no Oriente Médio, está à beira de torrar no fogo da insânia porque o presidente do Irã quer porque quer riscar Israel do mapa-múndi. Ocorre que Israel, além de ser forte, tem amigos fortes; das grandes potências só a China e a Rússia não o apóia formalmente, o que é temerário, já que russos vendem (1 bilhão em armas para o fanfarrão Hugo Chaves) armas para tiranos e parece que nunca estão do lado da razão, exceção às guerras napoleônicas e a luz de Catarina, a Grande.


Se o circo do oriente pegar fogo a brasa vai arder noutros flancos; aumento das comoditties agrícolas, todas elas dependentes do petróleo, e demais índices que deixará a economia a bambear; Israel ameaça atacar antes que seja atacado e tem razão, não que eu apóie a causa israelita, não sou homem de guerra, nem de paz, mas estou inclinado a crer que o desvario do regime iraniano não pode ser contido com afagos, mas com violência, língua universal que faz entender pacíficos e impacíficos; não há outra solução.


Que o presidente iraniano odeie o Estado judeu é entendível e não é novo, que o queira exterminar, vai um abismo. George Bush, ao visitar o memorial das vítimas judaicas do nazismo, lamentou que seu país não tivesse agido antes do extermínio, agora não parece razoável que a coalizão que dinamitou a ameaça nazista observe indiferente os mesmos israelitas sofrerem igual tentativa de aniquilação menos de 70 anos após a II Guerra; não deixarão. Os ativos israelita em instituições norte-americanas e o dever moral de proteger o aliado histórico não irá permitir que uma bomba caia na terra de Moisés sem uma resposta à altura.


O sangue que hoje corre na veia dum israelita e de muitos iranianos logo vai correr pelo solo daquele planeta secularmente hostil e naturalmente rico em projetar todo tipo de fantasia, desde a escriturária com os sumérios às religiosas com todo o povo que parece ter nascido talhado para desenvolver a religião e seu subproduto mais famoso, a guerra. Podendo-se acreditar que nada permanece ativo por mais tempo que o Tempo, há uma frágil esperança de que os conflitos ali cessem um dia; se não cessar, é sinal de que o mal rivaliza sim com a eternidade.




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