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Flamengo, 30 Anos de Magia



Hoje, 13 de dezembro, faz exatos 30 anos que o Flamengo sagrou-se campeão mundial de futebol em 1981, num jogo inesquecível contra o majestático e pragmático Liverpool de Dalglish e Cia. O time da rainha não viu nem a bola nem a locomotiva que o atropelou, porque estava pairando sobre o próprio ego.


Aquele Flamengo faz parte da galeria dos gigantes do futebol brasileiro e, apesar do mundial solitário, reuniu o que de melhor o país produziu pós-tricampeonato mundial de 70; o time dependia de todas as suas estrelas para brilhar, e todas essas estrelas eram satélites de um astro-mor: Zico.


O time era mais poesia do que prosa, tocava a bola com tal perícia que raramente haviam bolas devolvidas ao goleiro, mais ou menos como o todo-poderoso do momento, o inacreditável Barcelona.


Mas o time tinha mais do que conjunto, tinha uma tecnologia de acesso ao gol adversário que assombrava os rivais a tal ponto de não os deixarem jogar, mas fazê-los observar como se desenvolvia aquela magia, foi nessa arapuca que o Liverpool se enredou; 3 a 0 em 45 minutos de diversão.


Ao aliar um futebol altamente técnico com resultados portentosos, aquele Flamengo poderia ter solapado o desastre que se seguiria nos anos 90 e 00, da retranca do estilo, essa “técnica” que diminuiu o futebol como arte e o subjugou ao plano da mediocridade comum, teve como anticlímax a consagração do Brasil em 1994.


O superior plano de jogo Flamengo dos anos 80 guiava para o dueto da glória e da esperança, os românticos craques que compunham o dream team rubro-negro envergavam mais do que uma camisa; eles embutiam no corpo aquele pedaço de pano encarnado e negro que transforma homens em feras amansadas pelo talento que opera milagres muitos; o Flamengo de 1981 fazia na realidade o que só cabe nos cadernos de ficção.


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