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O Porco nas Estrelas

Existe um país na América do Sul que o nome me escapa por agora que o jornalista da maior rede de televisão foi seqüestrado. Após reinvidicação do organizado grupo que o levou, a emissora global foi obrigada a veicular um comunicado da Personal Company Crime (PCC) exortando seus ideais de justiça, motivos da ação, Entre Tantas Coisas. (deve ser isto que significa o famoso etc). Tudo no melhor estilo Bin Laden. A Rede Globo é a nossa Al Jazera.



Aconselho (agora sou de dar conselhos) os governantes que enviem seus secretários ou, se tempo houver, que vá eles mesmos estagiar com o tal grupo que assombra a cidade de São Paulo.



Imagino que uma temporada com esse pessoal bem treinado e aparelhado iria fazer um bem danado, senão à imagem, ao menos à forma de atuação dos líderes nacionais que não lideram nada a não ser o ranking mundial de picaretagem política.



Pobre população paulistana. O governo federal finge que oferece o Exército. O secretário de Insegurança diz que só aceita-o se este ficar sob suas ordens. Simples questão de vaidade. Arruma-se uma patente, prega-se-lhe no peito* do secretário e está sanada a questão. Muitos discordam dizendo que não é atribuição do Exército cuidar da segurança pública, segundo consta na Constituição.



Assim, enquanto nossos insignes governantes discutem vaidades e teorias constitucionais, cá fica o povo (sempre o povo) a ranger seus dentes de ódio ou de terror.



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Dia desses, por meio de uma câmera escondida, um policial militar de uma cidade do Paraná foi flagrado furtando o rádio de um carro estacionado. Minutos depois, chegam os donos do carro e o mesmo pseudo-policial que furtou o aparelho, consola os donos. Isso dá uma piada cabeluda, mas que não vou fazer por falta de ânimo e sobra de espanto. Ninguém produz piada espantado. Chegamos num limite perigoso.



* A patente deve ser devidamente pregada não no peito do secretário, pois nele deve bater um bom e nobre coração e sim na lapela do seu paletó e que ela seja de preferência dourada, com uns detalhes de madrepérola, as estrelas do brasão devem ser de cristais Swaroviski (Deus me perdoe) para reluzir na medida certa quando espocarem os flashes dos fotógrafos que amam essa coisa de estrela e de brilhar, ainda que a estrela e o brilho estejam em vez de no céu, orbitando num charco.


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