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Fernando, Bush e Essas Coisas




George Walker Bush vem ao São Paulo protegido pelo maior aparato de segurança já visto por esses lados do Equador. O atual presidente norte-americano é possivelmente a mais controversa personalidade viva do planeta. De todos os 43 presidentes da história do EUA, Mrs. Walker (sobrenome de sua mãe) é o que mais desperta furor entre os seus e os não-seus; mais que Lyndon Jonhson, o suspeito sucessor de John Kennedy que lançou o país no bueiro do Vietnã, mais que Nixon, que manchou o cargo com o Water Gate.



Fernandinho Beira-Mar, ou como carinhosamente o batizou o jornal The New York Times Fernandinho “Side-Sea”, passeou de avião às minhas e tuas expensas, a pretexto de dar depoimentos à Injustiça, tudo a mando do STF, última instância judicial do país sea side. Custaram 30 mil reais as despesas que envolveram as locomoções de Fernando pelos céus. 30 mil pratas não é muita coisa, fracionado por 180 milhões de otários, dá uma “merreca” para usar o idioma próprio dos otários tupiniquins; muito mais iremos gastar com as 48 horas que Bush passará por aqui.



Muitos acham que George é um criminoso, tanto quanto ou mais que o Fernando, a quem o EUA queria julgar, mas que o país que vive à beira não do mar mas do abismo, em nome da “soberania jurídica” (seja lá o que isso signifique) impediu, vez porque a justiça de cá seja mais justa que a de acolá, tomorrow never knows, (amanhã nunca se sabe) como diria um beatle.



Bush não é um criminoso, se ele for, todos nós somos. Ele usa das suas atribuições de comandante-em-chefe da mais poderosa nação da terra para impor sua vontade, como eu e você faríamos e fazemos. Acho que ele faz pouco. Simples questão do poder que temos ao alcance da mão. O síndico do prédio que abusa do seu poder e é apenas síndico o que faria se tivesse sob si um arsenal atômico? E o motorista irritadiço que não respeita a faixa de pedestre e atropela o transeunte que ousa afrontar sua supremacia de homem-motor? Imagine ele a dominar um exército capaz de estar em qualquer parte do globo em menos de 24 horas? Na equivalência do poder do motorista e do síndico e suas ações arbitrárias, Bush faz pouco e muito pouco, pode até ser canonizado pelo Vaticano e depois beatificado. São Bush.



Se o presidente norte-americano não é flor que se cheire (e não deve mesmo ser), seus críticos também não o são. Leio diversos artigos de gente “influente” descendo a lenha em Bush porque ele é tosco, ignóbil e também porque é moda e dá ibope; não obstante, só para dar dois exemplos, ouvi seus silêncios quando as milenares estátuas de Buda foram explodidas pelo Taleban afegão ou quando Saddam Hussein fabricou uma máquina semelhante a um magarefe metálico para triturar amigos e inimigos.




Escrito por Alex Menezes às 00h08


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