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Antonio Correggio - Júpiter e Io


Este quadro é um dos prodígios pictórios que mais me encantam pela inventividade: dá até orgulho de saber que os seres humanos produziram tanta beleza e que compartilhamos com eles a mesma espécie.


Estão representados nestas tintas moventes Júpiter/Zus e Io. Na mitologia, é um curioso caso de adultério: Zeus se apaixona por Io, (hoje reduzida e humilhada a mera lua de Júpiter) que vem a ser uma princesa (parente de Hera) e o ardiloso Zeus, querendo ser mais esperto que a esperteza, cobriu todo o planeta com uma espessa nuvem, para que a esposa não descobrisse sua ação, como se fosse possível um marido esconder algo de uma esposa, ainda que ela não tenha poderes divinos.


Antonio Allegre (Correggio), Século XV, pintou este deslumbrante momento da rica mitologia greco-romana. A indefesa nobre decaída nos braços neblínios do magnífico deus é de uma beleza só possível nos reinos celestiais: olhe com atenção: o rosto do deus a surgir entre a neblina: hipnotiza



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