• ABM

Vã Filosofia - Obama

O mundo muda quando as pessoas mudam e moldam o modo de mover a imensa roda da História que não tem freio nenhum; gira apesar de muito buraco feito na estrada do tempo, essa espécie de gume elíptico.



A indicação pelo Partido Democrata de Barak Hussein Obama para ocupar o cargo mais importante do mundo desde que Deus o deixou vago na rebelião dos primeiros humanos há cerca de 6 mil anos, como ensina o Gênesis, é um sinal eloqüente de que o mundo está mudando para ficar diferente, não como aquela literatura retórica de que “as coisas precisam mudar para continuar como estão”. (a idéia é dum escritor italiano que o meu ânimo impede de agora pesquisar; faça isto por mim).



Vaticinei há poucos meses que o negro não iria levar a indicação do partido; acho que ele não ganha da cor alva de John Mcain. Espero que eu esteja errado e que em 4 de novembro próximo a maior potência hegemônica da história humana alce ao cargo supremo da terra um membro da raça mais vilipendiada, humilhada e sofrida dessa igual história, tão cruel para uns, tão mais cruel para outros.



Vença, Obama. Desminta meu pensamento e extinga meu pessimismo, ajude a escrever a página do futuro político do mundo que parece estar em branco, mas a vejo encarnada, tisnada de sangue futuro, pela intolerância que aqui viceja desde os tempos míticos do gênese e continuará ainda que uma coleção infinda de Obamas com o carisma consubstanciado em magnanimidade enverede pelos quatro cantos, porque o homem, projeto mal-acabado e torto, animal insurreto que não tolera rédea, mas também é assaz altivo para ter o cabo do chicote à mão, não pode, não deve e jamais poderá governa a si com pleno êxito.



Vai aí neste comentário um ideário místico; relido vejo tintas fortes de uma religiosidade intrínseca que depois que gruda na pele da consciência parece que é para nunca mais largar. O fato é que, não obstante o caráter judaico-cristão desta visão “pessimista” de ver o homem enquanto detentor do poder de se guiar, está calcada em fatos que não requerem sofisma; há incalculáveis números para provar que o desastre que o homem perpetra no homem só não é ainda mais aniquilador porque um band aid invisível não deixa a ferida humana granguenar e em vez de deixar morrer o organismo todo, o faz agonizar.



Não sei onde quero chegar com isto. O que se pretendia um papo sobre a eleição de um homem como eu e como todos a um cargo importante acabou se tornando num rascunho pseudo-filosófico de quinta categoria. Não aceite o pensamento, saia deste texto e rume direto para a luz de um Schopenhauer. Até um John dos Passos serve, para curá-lo desta fonte ruim. Bom dia.





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