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A Incrível História do Cabelo Ator


Tania Kalil volta à novela com o cabelo clareado



Esta era a manchete na primeira página do Uol em 30/08/06.



Deve existir, oculto nesta notícia, um motivo que realmente importe e que escapou aos meus olhos infantis e cheios de oftalmia; o editor do sítio não iria arriscar sua reputação numa chamada dessas. Existe sim um forte motivo para isso; tudo é questão de boa vontade, vamos brincar de Sherlock Holmes...



Observem que não há qualquer menção à atuação da atriz, ou será que é o cabelo dela é quem atua e ela é uma mera coadjuvante das próprias madeixas? Pior! E se ela for figurante dos seus fios capilares? E se forem eles quem decora os textos, e se, epa! Melhor parar de imaginar...



O cabelo é a moldura do rosto, dizem os teóricos da imagem, o de uma atriz pintado, equivale a um ajuste feito, digamos, na Monalisa do Leonardo Da 20.



Um quadro, por único que seja, vale menos que uma atriz, por ruim atriz que seja. Mas se estiver correta a minha suspeita de que quem atua é o cabelo... Antes o quadro à atriz.



Não tiro o pensamento da atriz, a sua labuta. Escolher a melhor tonalidade, comparar a pele à cor da tintura, a fila no supermercado. O que digo? Há profissionais para isso, ainda mais em se tratando de uma diva da TV Globo.



Pode me chamar de ranzinza, velhote, careta, quadrado: dê-me a mim todos os nomes da geometria; sou incapaz de entender os motivos.



Estou tão aborrecido com essa notícia que acabo mal humorado essa coluna de hoje.



Até amanhã.





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